Prazo do BC para cripto acaba: o que checar no fornecedor
O Banco Central encerrou o prazo de pedidos de licença para prestadoras de ativos virtuais com 143 solicitações e 24 instituições autorizadas. Veja o que isso significa para quem contrata esses serviços.

O Banco Central encerrou o prazo para pedidos de licença de Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV). Para quem tem empresa e recebe ou paga em criptoativos, ou pensa em começar, o número de pedidos importa menos do que uma pergunta simples: o fornecedor que eu uso ou pretendo contratar está autorizado, aguarda análise ou nem aparece na lista?
O que os números mostram
Segundo o Finsiders Brasil, a lista de análise do BC terminou com 143 solicitações, além de 24 instituições já autorizadas a operar. Um pedido, da Higherway, foi indeferido. Dos demais, 119 aguardam análise: 72 intermediárias, 46 corretoras e uma custodiante. Entre as 24 já autorizadas estão bancos, DTVMs, CCTVMs e corretoras de câmbio; 16 disseram que pretendem atuar só com intermediação e oito também com custódia.
O volume superou o que analistas esperavam, que era de 20 a 30 empresas, e ficou dentro da faixa que o próprio BC projetava, de 100 a 150 pedidos. A lista cresceu sobretudo na reta final: um mês antes tinha sete nomes e, no último dia, passou de 62 para 143. Segundo executivos do setor citados pela fonte, muitas empresas esperaram para ganhar tempo de adequação.
A matéria cita nomes como OKX, Bybit, Ripio, Mercado Bitcoin, Foxbit e Ripple, além de empresas ligadas a grandes grupos, como Nu Crypto e Inter Digital Assets. Também houve comunicações de bancos como Itaú, BTG e Banco do Brasil. Instituições financeiras já autorizadas não pedem licença nova: usam um procedimento de comunicação ao BC.
Protocolar não é estar autorizado
O ponto de atenção para o gestor é que estar na lista de análise significa apenas que o pedido foi feito. A fonte separa claramente os 119 que aguardam análise dos 24 já autorizados. A reportagem não detalha prazos de decisão nem o que acontece com quem não obtiver a licença, e esses pontos não foram divulgados no texto. Por isso, não dá para afirmar o desfecho para clientes de empresas ainda em análise.
Antes de fechar ou renovar contrato com uma corretora, intermediária ou custodiante, vale conferir a lista oficial do BC e anotar em qual situação o fornecedor está: autorizado, em análise ou ausente. Peça essa informação por escrito e inclua no contrato uma cláusula de comunicação caso o status mude.
Outros sinais a checar: se a empresa oferece só intermediação ou também custódia dos ativos, já que a fonte distingue os dois grupos; onde ficam os fundos da sua empresa enquanto aguardam liquidação; e como retirar saldo se o serviço for suspenso. Evite concentrar todo o caixa em cripto num único fornecedor ainda em análise e mantenha um plano alternativo de recebimento, como Pix ou cartão.
O financeiro também deve registrar a conferência, já que ela ajuda a mostrar diligência em auditorias e com contadores.
Fechamento
O prazo acabou, mas a fase de análise do BC continua. Para pequenas empresas, a decisão prudente é tratar o status regulatório como critério de contratação, tão relevante quanto taxa e prazo de liquidação.
Fontes
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